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Análises do MinC

Posted on: 10/05/2011

>> O visível e o invisível no debate sobre a cultura– Rodrigo Guimarães Júnior [do cartamaior]

“Deve-se pensar a política de cultura segundo um modelo que funcionava para poucos, ou um novo modelo que cria possibilidades para muitos? Deve-se pensar a partir dos “grandes” consagrados pelas antigas regras do jogo, ou dos “pequenos” e “médios” que jamais “chegarão lá” nos mesmos termos? Da perspectiva de reforçar um sistema que necessariamente cria exclusão e escassez, ou da expansão do número de produtores de cultura que conseguem viver de seu trabalho? A partir da base ou da ponta? O que incomoda é que o novo MinC, que deveria estar puxando esses debates, ou não os compreende, ou cria, sobre eles, uma confusão deliberada.”

>> O PT e a política cultural de esquerda no Brasil: uma história acidentada – Idelber Avelar [da revistaforum]

“Em primeiro lugar, o MinC Gil/Juca rompe com um velho dogma da esquerda: trata da produção cultural em diálogo com as novas tecnologias, sem demonizá-las. Entende que não é possível pensar uma política cultural de esquerda sem uma compreensão renovada do papel do audiovisual, da internet, das novas técnicas de reprodutibilidade digital. (…) Além disso, o MinC Gil / Juca abandona de vez o dirigismo tradicional da esquerda e, ao invés de trabalhar com a ideia de “levar” cultura à sociedade, estabelece, com o projeto dos Pontos de Cultura, uma concepção nova e revolucionária: a cultura já está sendo produzida pelos sujeitos sociais.”

>> Oportunidade e oportunismos: teoria e prática em políticas culturais no PT – Morgana Eneile responde a Idelber Avelar [do noticiasdopt]

“Por certo o Partido dos Trabalhadores (…) foi pioneiro na incorporação da dimensão cultural no seu programa partidário, com resoluções sobre diversos aspectos e políticas estabelecidas no país. (…) Exemplo prático está na formulação de leis e projetos que tramitam no Congresso, a maioria a partir de proposição de parlamentares petistas.”

>> Quem ignora o quê e quem omite o quê na cultura: uma resposta e 15 perguntas para Morgana Eneile – tréplica de Idelber Avelar [da revistaforum]

“Se Morgana Eneile tem razão em sua crítica a meu texto, devem existir respostas claras e inequívocas a essas perguntas, posto que elas se encontram no centro dos debates atuais sobre a política cultural do MinC. (…) Ainda é tempo de corrigir o rumo. É o legado do Presidente Lula e os compromissos da Presidenta Dilma que estão em jogo.”

>> Célio Turino e os pontos de cultura [do brasilianas.org]

“Essa visão do qualificar, trata-se de qualificar quem? Qualificar do Estado para baixo, como se eu soubesse mais que os outros? Falo do Brasil de baixo para cima, que é um processo de desenvolvimento que acontece nessa visão do Estado-Rede. (…) O objetivo era justamente fortalecer o protagonismo da sociedade. Fizemos uma inversão. (…) Se você volta ao velho esquema da estrutura do “de cima para baixo”, mostra que, na verdade, quem quer qualificar é que deve ser qualificado. De um lado o Estado vai se ampliando e se abrindo, aprendendo a conversar com o menino do Hip Hop, e, de outro lado, o menino do Hip Hop vai se apoderando do Estado. (…) E se é gestão em rede, é preciso que cada um se disponha a trocar, numa interação identidade/alteridade. Normalmente, as propostas culturais, mesmo as mais de esquerda, se focam muito na identidade; o que buscamos no Cultura Viva é essa equação com a alteridade.”

>> A economia criativa e a economia social da cultura – Pablo Ortellado [do gpopai.org]

“Embora não conheça um documento onde essa política tenha sido articulada de uma maneira clara, parece-me que um pouco intuitivamente o Ministério da Cultura na gestão Gilberto Gil/ Juca Ferreira apontou os traços gerais de um novo tipo de abordagem da economia da cultura que poderíamos chamar de uma economia social da cultura. Essa nova abordagem chamou a atenção em todo mundo por ser uma visão que aceitava e incorporava os impactos das novas tecnologias e os combinava com o apoio das práticas culturais tradicionais para os quais o Estado tradicionalmente não dava atenção.”

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1 Response to "Análises do MinC"

Olá pessoal.
Muito bom investir no conhecimento e se aproximar do MINC.
Uma questão que ficamos sabendo de colaboradores que trabalham no MINC em Brasília, é que tem alguns projetos da PBH/FMC que foram reprovados lá.
A questão não é simples, estão falando em ingerência, despreparo e falta de prestação de contas por parte da FMC.
A coisa parece que vai feder. Tem Senador procurando espaço para detonar geral.
É muita grana que a cidade vai perder (Milhões). Quem vai explicar isso?
Todo mundo colhendo migalhas e o dinheiro não vindo. Porquê?
Nossos colaboradores vão mandar detalhes e veremos a gravidade.
Imprensa será envolvida. Trata-se de briga política em cima de fatos reais. vamos aguardar.

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