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economia da cultura e economia criativa

Posted on: 17/02/2011

>> Economia criativa e os “vícios das leis de incentivo” – trechos da entrevista com a Ministra Ana de Hollanda publicada na Folha de São Paulo de 13/02/11 [do culturaemercado]

“A lei foi criando certos vícios. Não só no mundo artístico mas também no das empresas. Temos de pensar uma política mais organizada, sistemática, para que a cadeia produtiva possa trabalhar do começo ao fim, da criação até a distribuição e a venda.”

>> Indústria criativa não é panaceia: os equívocos do Minc – Luiz Carlos Garrocho [do olhodecorvo]

“O equívoco, nesse caso, reside na confusão entre indústrias criativas, economia criativa e economia da cultura. Essas coisas não são as mesmas, apesar de interligadas de algum modo. Ora, uma economia da cultura deve dar conta tanto das indústrias criativas quanto das diversas modalidades de expressão cultural e artística do país. Inclusive aquela que não se prestam a serem mercadorias. No mínimo, é uma ferramenta para possíveis escolhas de avaliação, investimento etc. Ou será que pretendem incluir, sob a rubrica de economias criativas, toda a economia da cultura?”

>>A economia é criativa – Leonardo Brant [do culturaemercado]

” A lógica perversa do capitalismo transforma tudo em commodity. E com a arte e a cultura não é diferente. Vale lembrar que dentre os vários conceitos relacionados à economia criativa, o mais comum é associá-la a tudo aquilo que gera riqueza pela exploração da propriedade intelectual. Há ainda os que a conectam com o conceito de diversidade cultural. Em crise profunda, o capitalismo agora produz a economia sustentável, solidária, criativa. Mas continua sendo economia, com a mesma lógica e os mesmos instrumentos de apropriação do público em direção ao privado. Novos mercados criados para gerar novas oportunidades de negócios, ou novas abordagens para os mesmos mercados. A economia é criativa.”

>> Economia da cultura ou economia criativa? pondo os pingos nos is – Ana Carla Fonseca Reis [do cultura e mercado]

“A economia da cultura se dedica aos produtos e serviços que têm, ao mesmo tempo, potencial econômico e valor simbólico (mensagem, identidade, valores). Encaixam-se nesse critério, por exemplo, o artesanato, as indústrias culturais, o turismo cultural, o patrimônio cultural, a moda, o design, os equipamentos culturais (teatros, cinemas, museus etc.). A economia entra nesse casamento analisando como se dá a produção cultural, como melhor distribuir essa produção no mercado nacional e internacional, quais mecanismos utilizar para corrigir falhas de mercado, qual o perfil de quem demanda produtos e serviços culturais, quais os empecilhos para consumir produtos e serviços culturais quando a vontade existe, qual o impacto de um determinado setor cultural na renda e no nível de emprego etc. (…) O conceito de indústrias criativas evoluiu para o de economia criativa, considerando todo um arcabouço de produtos e serviços que sustentam essas indústrias, de cursos de formação a políticas urbanas voltadas à criatividade como motor econômico. (…) Na pauta desse debate, temos de dar mais fôlego à questão dos direitos de propriedade intelectual das comunidades tradicionais; ao desconhecimento desses direitos por quem os deteria; à interdependência entre biodiversidade e diversidade cultural e em como patentes baseadas na biodiversidade e direitos autorais inspirados na diversidade cultural podem ser apropriados por quem não os criou. (…) Por essas e outras, seja bem-vinda a economia criativa, que nos faz questionar o papel que nos cabe no mundo da propriedade intelectual. E louvada seja a economia da cultura, mostrando a base maravilhosa de desenvolvimento sustentável que nossos saberes e fazeres culturais nos oferecem.”

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1 Response to "economia da cultura e economia criativa"

ótimos textos. visões diferentes sobre um tema complexo e necessário de discussão. ainda há de se debater bastante sobre as formas de fomento, as leis, e a economia criativa para que se possa tomar caminhos, se não ideais, pelo menos coerentes.

abraços.

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